Recuo Norte-Americano e o mercado lento nas fontes 

Por: IBRAFE,

7 de maio de 2026

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Recuo Norte-Americano e o mercado lento nas fontes 

O mercado brasileiro de Feijão-carioca operou em clima de espera ontem. De acordo com o CEPEA e os últimos levantamentos da Secretaria da Agricultura do Paraná (DERAL), as cotações para o padrão extra (nota 9) permanecem firmes, sustentadas pela baixa disponibilidade de produto novo. Em praças como Minas Gerais e Vacaria (RS), a saca é negociada entre R$ 340,00 e R$ 345,00.  

Já no PNF – Preço Nacional do Feijão foi detectado negócios pouco abaixo das contações do início da semana mas por outro lado a mercadoria não tem sido no Paraná, das melhores. Um pouco de mancha e o fato de que sempre ao passar pelo secador por melhor que sei ao processo sempre vai implicar em perda em parte da qualidade da mercadoria. 

As indicações de negócios em São Paulo chegaram aos R$ 400 mas com 30 dias de prazo. No Paraná, o monitoramento é crítico: o sistema Simepar confirma a aproximação de uma massa de ar polar que deve derrubar as temperaturas em Guarapuava e Castro para a casa dos 6°C a 8°C nas próximas madrugadas, mantendo o risco de geada isolada em áreas de baixada para o início da próxima semana. Assim, não há até agora maiores riscos para as lavouras mas sempre a produtividade acaba sendo afetada em algum grau. 

No cenário internacional, vem dos Estados Unidos notícias sobre o plantio daquele país. O relatório de intenção de plantio do USDA indica uma redução de 10% na área de Feijão seco para a safra 2026. Este movimento, somado aos problemas de resíduos químicos que afetam a competitividade do Feijão canadense, abre uma janela estratégica para o Brasil.

 Com a oferta americana em queda, variedades como o Feijão DRKB (Vermelho) e o Feijão-rajado ganham relevância como alternativas de exportação, aproveitando as oportunidades que surgem no mercado internacional sem  pressionar o abastecimento do Feijão-carioca no prato do brasileiro.

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