Não há muito mais a dizer neste fim de abril sobre o Feijão-carioca. O mercado confirmou, mais uma vez, que informação bem apurada faz diferença em uma das cadeias mais voláteis do agro brasileiro.
Fechamos o dia com referências próximas de R$ 350 na média. Quando comparamos com agosto do ano passado, o Feijão que estava em câmaras frias já acumula valorização próxima de 80%. Isso não é detalhe. É leitura de mercado, estoque, qualidade e timing.
O ponto de atenção agora muda de lugar. O preço atual cria um hiperestímulo ao plantio de Feijão-carioca. Se a área crescer sem critério, o mercado pode repetir o filme: preços baixos em agosto e setembro de 2026, desestímulo ao plantio da primeira safra e nova instabilidade mais adiante.
Mas ainda não estamos nessa fase. Agora, a prioridade é continuar buscando informações das lavouras de sequeiro em Minas Gerais. Quanto mais se apura, maior fica a percepção de que o governo federal terá uma enorme dor de cabeça com a inflação do Feijão-carioca daqui em diante.
Com o feriado de amanhã, as chuvas ainda atrapalhando o Paraná e os empacotadores precisando recompor posição, a próxima semana pode trazer um desafio extra para quem deixou para comprar depois.
E atenção: a venda de Feijão-preto já começou a melhorar. Um novo momento para esse Feijão também começa a se desenhar.
