Câmara fria mais escurecimento lento = 80% de valorização

Por: IBRAFE,

30 de abril de 2026

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Não há muito mais a dizer neste fim de abril sobre o Feijão-carioca. O mercado confirmou, mais uma vez, que informação bem apurada faz diferença em uma das cadeias mais voláteis do agro brasileiro.

 Fechamos o dia com referências próximas de R$ 350 na média. Quando comparamos com agosto do ano passado, o Feijão que estava em câmaras frias já acumula valorização próxima de 80%. Isso não é detalhe. É leitura de mercado, estoque, qualidade e timing.

 O ponto de atenção agora muda de lugar. O preço atual cria um hiperestímulo ao plantio de Feijão-carioca. Se a área crescer sem critério, o mercado pode repetir o filme: preços baixos em agosto e setembro de 2026, desestímulo ao plantio da primeira safra e nova instabilidade mais adiante.

 Mas ainda não estamos nessa fase. Agora, a prioridade é continuar buscando informações das lavouras de sequeiro em Minas Gerais. Quanto mais se apura, maior fica a percepção de que o governo federal terá uma enorme dor de cabeça com a inflação do Feijão-carioca daqui em diante.

 Com o feriado de amanhã, as chuvas ainda atrapalhando o Paraná e os empacotadores precisando recompor posição, a próxima semana pode trazer um desafio extra para quem deixou para comprar depois.

 E atenção: a venda de Feijão-preto já começou a melhorar. Um novo momento para esse Feijão também começa a se desenhar.

 

 

 

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