Os compradores seguem ativos, mas evitam formar estoques diante do avanço esperado da colheita em Minas Gerais e Goiás. Com a possibilidade concreta de novos recuos, o momento favorece a venda e a proteção da margem.
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Ontem, ao longo do dia, os valores pagos nas lavouras em colheita recuaram cerca de R$ 5 por saca.
Diante desse movimento, os produtores estão adotando uma estratégia adequada: colocam o Feijão à venda com uma referência acima dos valores praticados neste momento e aguardam as ofertas dos compradores.
Corretores e compradores presentes nas regiões produtoras relatam que continuam realizando negócios diariamente. No entanto, grande parte das empresas que normalmente compraria volumes maiores nesta época permanece cautelosa.
A razão é conhecida. A maior parte da colheita de Feijão-carioca em Minas Gerais e Goiás deverá ocorrer a partir de 10 de agosto. Com a expectativa de aumento da oferta, os compradores evitam ampliar os estoques e concentram as aquisições nas necessidades mais imediatas.
Por isso, produtor, é hora de aproveitar os preços disponíveis.
Para quem analisa o mercado, existe uma responsabilidade: falar sobre a realidade e sobre as perspectivas, e não apenas sobre aquilo que seria mais agradável ler ou ouvir.
Neste momento, a tendência é de acomodação dos preços, com possibilidade concreta de novos recuos à medida que a colheita avançar.
Temos reforçado esta avaliação nos últimos dias: é hora de vender.
Nossa análise indica que a probabilidade de os preços recuarem neste período é superior a 90%. Esse risco não é desconhecido. Produtores, corretores, compradores e demais operadores do mercado de Feijão-carioca sabem que o aumento da oferta está próximo.
A decisão, agora, não deve ser baseada na tentativa de acertar o preço máximo, mas na oportunidade de garantir uma boa margem antes que o volume colhido aumente.
