Os preços recuaram com força na última semana, enquanto as exportações brasileiras se aproximam de 150 mil toneladas em 2026.
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Os preços caíram rapidamente na semana passada. Na sexta-feira, já havia confirmação de negócios com Feijão em rama, para entrega até 15 de agosto, entre R$ 240 e R$ 250 por saca, em Goiás e Mato Grosso.
Não foi possível confirmar os volumes envolvidos. Por isso, esses valores ainda devem ser tratados como uma indicação de mercado, e não como uma referência generalizada. Mesmo assim, o recado é importante: a pressão dos compradores aumentou, e o mercado antecipou uma desvalorização bastante forte.
Enquanto o mercado interno atravessa esse ajuste, as exportações brasileiras de Feijão alcançaram 149.270.965 quilos em 2026, equivalentes a 149,3 mil toneladas.
O Feijão Vigna ou Radiata liderou os embarques, com 78,2 mil toneladas e 52,4% do total. O Feijão-fradinho veio em seguida, com 34,8 mil toneladas. Juntos, esses dois grupos responderam por quase 76% das exportações.
O Feijão-preto alcançou 16,1 mil toneladas, enquanto Outros Feijões Comuns somaram 18,2 mil toneladas. Os demais grupos tiveram participação menor.
Entre os destinos, a Índia recebeu 74,9 mil toneladas, pouco mais de 50% de todo o volume exportado pelo Brasil. O Paquistão ficou na segunda posição, com 20,7 mil toneladas. Juntos, os dois países absorveram aproximadamente 64% das exportações.
Na sequência, aparecem Vietnã, Cuba, Tailândia, Filipinas, Venezuela, Emirados Árabes Unidos, Egito, Estados Unidos, Turquia, Portugal, Nepal, República Dominicana e El Salvador.
Os 15 principais destinos receberam 145,9 mil toneladas e movimentaram US$ 110,8 milhões FOB.
Há, porém, uma diferença que precisa ser entendida. O crescimento das exportações não significa necessariamente sustentação imediata para o Feijão-carioca no mercado interno. A pauta externa está concentrada principalmente em Vigna/Radiata e Feijão-fradinho. Portanto, o Brasil pode apresentar bons números nas exportações e, ao mesmo tempo, enfrentar forte pressão sobre os preços de outros tipos de Feijão.
É exatamente essa combinação que merece atenção agora: colheita avançando, compradores cautelosos, negócios futuros em níveis mais baixos e exportações fortes, mas concentradas em produtos e mercados específicos.
