Em apenas 30 dias, o Feijão-carioca saiu de patamares próximos de R$ 450 para uma indicação de R$ 360 por saca. Diante do custo de armazenagem, muitos produtores começam a concluir que vender agora pode ser mais racional do que esperar.
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Há aproximadamente 30 dias, em alguns momentos, o Feijão-carioca de melhor qualidade chegou a encostar em R$ 450 por saca na fazenda.
Hoje, os produtores do Vale do Araguaia trabalham com uma referência próxima de R$ 360 por saca. São R$ 90 a menos, uma queda de 20% em relação àquele patamar.
A conta feita pelos produtores ajuda a entender o que poderá acontecer daqui para frente. Considerando um custo próximo de R$ 40 por saca para colocar o Feijão na câmara fria e retirá-lo posteriormente, vender hoje a R$ 360 produz praticamente o mesmo resultado líquido de armazenar e vender futuramente a R$ 400.
E isso sem colocar na conta os juros sobre o capital parado, as possíveis perdas de peso, o custo financeiro e o risco de o mercado não atingir os R$ 400 esperados.
A câmara fria continua sendo uma ferramenta importante para preservar a qualidade, mas não transforma automaticamente a armazenagem em lucro. Para compensar a espera, o preço futuro precisa subir bem mais do que apenas o custo operacional.
Essa percepção deverá estimular as vendas durante os próximos 30 a 45 dias, aumentando o volume de Feijão disponível para negociação.
Depois de meses em que a escassez favoreceu o vendedor, começa a se desenhar uma janela mais favorável aos compradores. Para o consumidor, o benefício dependerá de quanto e de quando essa redução chegará às prateleiras.
Mas, finalmente, poderá estar começando a hora do consumidor.
