Primeira Semana de Janeiro de 2026  

Por: IBRAFE,

9 de janeiro de 2026

Responsive image

Iniciamos o ano com uma movimentação que confirma as nossas expectativas: o mercado de Feijão está pulsando com uma intensidade acima da média para este período. Diferente de outros janeiros, onde o ritmo costuma ser lento, 2026 estreia com liquidez e uma procura que sinaliza um desequilíbrio entre oferta e demanda no curto prazo.

 

Feijão-Carioca: Escoamento Ágil e Firmeza

A colheita no Paraná segue o seu curso e, o que é mais importante, para todo Feijão-carioca que entra no mercado, há um comprador pronto. Não há acúmulo de oferta sem destino.

 

Preços Praticados: Os negócios foram confirmados no intervalo de R$ 200,00 a R$ 240,00.

 

Noroeste de Minas: A região está praticamente "limpando os armazéns". Com ofertas cada vez mais raras, os lotes de Nota 8 estão sendo negociados firmemente entre R$ 220,00 e R$ 225,00.

 

Perspectiva: O volume negociado nesta primeira semana é um indicador claro de uma demanda aquecida. O mercado deve ficar atento: assim que o fluxo do Paraná começar a diminuir, a tendência natural, dada a baixa reserva, é uma reação positiva nos preços.

 

Feijão-Preto: O Produtor Retoma as Rédeas

No Feijão-preto, o cenário mudou. A facilidade que os compradores encontravam anteriormente desapareceu.

 

Postura do Produtor: Há uma resistência clara em entregar o Feijão recém-colhido nos preços antigos. O produtor começou a impor a necessária correção de valores, e o mercado está sendo obrigado a absorver essa nova realidade. A alta já é um fato em andamento.

 

Feijões Especiais (Rajado e Vermelho)

Para as variedades de cores, o mercado segue mais cadenciado, porém com patamares de preços bem definidos tecnicamente.

 

Tanto o Feijão-rajado quanto o Feijão-vermelho registram indicações de R$ 230,00 FOB, refletindo uma estabilidade que acompanha o sentimento de valorização das demais variedades.

 

⚠️ Estratégia Recomendada

Para o Produtor: O cenário de janeiro é apenas o prenúncio do que os estoques baixos podem causar. Se o Feijão-preto está ganhando força e o Carioca está com liquidez total mesmo no pico da colheita paranaense, a pressa é inimiga da rentabilidade.

 

Para o Comerciante: O volume de procura "acima do normal" para janeiro sugere que o consumo esta acima do estoque em geral. Garanta suas posições agora; a tendência é que o custo de reposição suba à medida que a oferta mineira se extinga e o Paraná passe do seu pico.

 

O mercado de Feijão em 2026 não dará margem para amadores. Fique atento aos estoques.

 

Mais
Boletins

Primeira Semana de Janeiro de 2026  
09/01/2026

Mungo-verde e Mungo-preto: dois mundos diferentes
08/01/2026

Estoque de Passagem é Muito Menor do que a CONAB Esperava
07/01/2026

Queda de Consumo: O que o Interior de SP ensina ao Rio de Janeiro sobre o Feijão
06/01/2026

Primeiros movimentos 2026: onde prestar atenção  
05/01/2026