Feijão-carioca com demanda estável e variações positivas  

Por: IBRAFE,

24 de fevereiro de 2026

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Mercado interno: pouco volume, preço firme e empacotador “limpando o barracão” antes de voltar às fontes. O movimento indica que acreditam ter tempo antes de pagar mais caro.

 

O mercado segue firme, mas com pouca movimentação. Até aqui na semana, o que se observa é Feijão-carioca com cotações estáveis na faixa de R$ 320 a R$ 350 no Noroeste de Minas Gerais. Em Ponta Grossa, já há negócios por até R$ 360, embora com volume negociado pequeno.

 

A leitura é direta: empacotadores estão se desfazendo de estoques para ganhar fôlego e deixar para recompor compras mais perto do fim do mês, quando a necessidade de cobertura volta a bater à porta.

 

Na prática, isso costuma criar um mercado “silencioso por fora, tenso por dentro”: pouca tela, pouca conversa, mas qualquer lote realmente acima da linha tende a puxar referência rapidamente. Para quem está na origem, o recado é o mesmo de sempre em período de oferta curta: qualidade manda — e calendário manda ainda mais.

 

Roma, 22 de fevereiro: o Feijão do Brasil entrou no radar certo

 

Quero compartilhar um bastidor importante da missão em Roma, realizada em 22 de fevereiro. Estar no centro das discussões da FAO não foi turismo institucional; foi uma jogada estratégica para consolidar o novo posicionamento do Feijão brasileiro no cenário global.

 

A verdade é simples: historicamente, o Brasil não estava no radar da FAO como exportador de Feijão. Fiz questão de deixar claro que isso mudou — e mudou muito. O Brasil é uma potência crescente em Feijões. A produção profissional ganhou escala, tecnologia e padrão. Ao mesmo tempo, há um movimento de transição no campo, com parte dos pequenos produtores buscando outras rotas de renda. Esse rearranjo torna um ponto ainda mais valioso: quem permanece no Feijão e faz bem feito ganha relevância.

 

O ponto central levado como “Marca Brasil”: Feijão Regenerativo

Apresentei nosso produto sob uma ótica alinhada ao debate global: Feijão Regenerativo. Destaquei protocolos com foco ambiental e o avanço do uso de bioinsumos, conectando o Feijão a saúde, solo e sustentabilidade.

 

Esse discurso tem peso porque o produtor brasileiro já opera sob exigências ambientais elevadas. Portanto, transformar isso em diferencial competitivo é um passo natural.

 

Agenda e encaminhamentos (o que importa)

 

1.   Nutrição

 

Reunião com Lynette Neufeld (FAO). Conversamos sobre consumo e apresentei o portal Viva Feijão, alinhando o conceito de Feijão Regenerativo à visão de futuro que a FAO vem estruturando.

2.   Produção

 

Reunião com Yurdi Yasmi e Teodardo Calles. Avançamos na pauta do World Pulses Day e deixamos aberta a discussão para trazer eventos globais de Pulses vinculados à FAO para o Brasil. Também tratamos de facilitações para que o Brasil possa receber bancos genéticos de interesse dos melhoristas.

 

Por que isso é vital para você, do Premier

 

Diferenciação que vira preço: Feijão Regenerativo abre portas em mercados de maior valor e com compradores mais exigentes.


Estratégia de longo prazo: não se trata apenas de “vender agora”, mas de posicionar o Feijão como ativo de saúde e sustentabilidade, sustentando uma demanda estruturada no tempo.

 

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