Produtores estiveram, ao longo desta semana, bastante ansiosos com as notícias que vêm sendo veiculadas sobre o tamanho da segunda safra. É óbvio, mas vale reforçar: a CONAB trabalha com estimativas.
Não existe hoje um acompanhamento amplo e contínuo que verifique de forma mais apurada a realidade, cruzando área efetivamente plantada com área efetivamente colhida e, principalmente, com o volume que de fato entra no mercado dentro do padrão exigido.
Por isso, quando o mercado está firme, o uso dessas informações precisa ser feito com critério. Número grande no papel não derruba preço sozinho. No Feijão, o que manda é disponibilidade imediata, qualidade, ritmo de empacotamento e a necessidade de cobertura de quem está comprado curto.
Na próxima segunda-feira, vamos enviar a vocês, do Premier, uma análise do fluxo de colheita esperado para os próximos meses. A proposta é construir, juntos, um mapa prático: em que janela pode surgir aumento de volume disponível e em que momento isso pode começar a pressionar preços.
Mas uma coisa é certa: não há espaço para que “expectativa de safra futura” influencie os preços de agora. Para mexer no mercado de hoje, só uma coisa funciona: Feijão disponível, entregue e com padrão.
Até lá, manchete é manchete; mercado é mercado.
