Confirmado: R$ 325/330 no Sul para Feijão-carioca e R$ 200/220 no Feijão-preto. As referências seguem subindo dia após dia, mas o ímpeto comprador começa a arrefecer momentaneamente. O motivo é operacional: compradores precisam vender para voltar às compras.
No consumo, o cenário aponta para migração relevante para o Feijão-preto, movimento que tende a ficar mais claro no fim de fevereiro, à medida que o varejo ajusta preços e mix. Cada vez que isso ocorre, a volta ao consumo de quem quer 100% do carioca não retorna a este patamar. O consumidor muitas vezes incorpora o hábito e passa a variar.
Do lado da produção, sementeiras seguem indicando aumento da demanda por sementes para a segunda safra. No clima, o risco de geadas aparece apenas em maio; até lá o Feijão já estará colhido, o que mantém o planejamento de plantio favorável.
Resumo prático: preços firmes, pausa tática do comprador, ajuste de consumo em curso e sinal verde para a segunda safra. Informação e timing seguem fazendo a diferença.
