O mercado da semana foi bastante ativo. Só não vendeu mais porque faltou oferta de Feijão-carioca nota 9. Se houvesse volume, o preço teria espaço para escalar um pouco mais, sem grande resistência. Isso diz muito sobre o momento: demanda firme e um mercado extremamente sensível à qualidade.
A leitura prática agora é clara: não se intimide diante do varejo nem do seu comprador. O setor “apanhou” em 2025, e pelo menos o primeiro semestre ainda pode bater com vontade.
A dica do momento é planejar — dentro do possível — estar entre os primeiros a colher Feijão na safrinha. Quem chega cedo encontra janela aberta, define referência e vende com o comprador ainda confortável.
No outro extremo do calendário, o movimento é complementar: preparar-se para vender Feijão irrigado o mais tarde possível. Qualidade sustentada no tempo vale ouro quando a oferta começa a rarear e o mercado passa a escolher.
E aqui entra um ponto que poucos conectam corretamente: ainda há exportação. O Feijão exportável, que mantém padrão, dialoga com mercados externos. Não é só vender bem no mercado interno — é se posicionar.
E, de novo: não se intimidem
O Brasil está apenas começando a entrar em uma fase que outros países já vivem há anos: especialização. Especialistas em determinado Feijão. Em gergelim. Em pipoca, painço, grão-de-bico, lentilha, linhaça. Cada cultura com gente que domina genética, manejo, janela, mercado e destino final.
Isso não é fragmentação. É valor
Os chamados oceanos azuis não estão em discurso bonito. Estão ao alcance de quem observa, planeja e executa com disciplina. E quando falamos em grãos regenerativos, o Brasil parte na frente. Poucos países conseguem regenerar começando do solo, passando pelo sistema produtivo e chegando ao alimento. Aqui isso é possível, real e escalável.
Quem entende isso antes:
- escolhe melhor o que plantar
- entende para quem produzir
- constrói margem onde outros só veem volume
O Clube Premier existe exatamente para isso: antecipar movimentos, não correr atrás deles. O futuro desses alimentos não é genérico. Não é commodity.
É especializado, regenerativo, exportável e estratégico.
