Entre junho do ano passado e 03 de fevereiro, o Feijão valorizou exatos 52%. Esse movimento, repetido com frequência, reforça uma mudança de mentalidade dentro do setor: Feijão não é aposta. É um ativo agrícola com comportamento próprio, que responde a informação, disciplina, padrão de qualidade e gestão de oferta.
O ponto é simples. Quando a cadeia consegue enxergar a janela correta de compra, estocagem e venda, o resultado aparece. Não é acaso. É método.
O que o mercado mostrou hoje
Houve negócios a R$ 320/sc com prazo de 30 dias. Também foram reportados vários negócios entre R$ 300 e R$ 310/sc FOB no Noroeste de Minas e na região dos Campos Gerais.
No Paraná, é importante registrar: não há mais colheita. O que se negocia agora é Feijão depositado. Ou seja, o mercado está trabalhando com estoque, não com safra entrando.
Em Minas Gerais, a leitura de campo indica que boa parte do volume negociado nos últimos 10 dias veio de corretores e comerciantes que montaram posição esperando essa alta e agora estão realizando.
O detalhe que muda o jogo
Depois da melhora dos preços, produtores reduziram fortemente a fixação. Segundo corretores da região, sumiram do mercado.
Tradução prática: o preço subiu e a oferta típica de produtor encolheu. O que aparece é lote de quem comprou antes e está entregando agora. Quando essa torneira diminui, o mercado fica mais sensível a compras pontuais e a movimentos de reposição.
Por que isso se aproxima de investimento e não de aposta
O termo correto é gestão:
1. Qualidade e padrão determinam o prêmio
Não é qualquer Feijão que vira referência. Quem mantém padrão, colhe o melhor momento.
2. Informação reduz risco
Oferta real (estoque, ritmo de saída, sumiço de vendedor) somada à demanda real (negócios, prazos e apetite de compra) forma leitura, não torcida.
3. Disciplina melhora o resultado
Tentar acertar o topo absoluto costuma custar caro. Trabalhar com estratégia dá controle do timing.
Clube Premier: precisamos do seu registro no grupo
Para consolidarmos o Clube Premier como a fonte mais segura de tendências do mercado, eu peço que produtores e cerealistas registrem no WhatsApp, de forma objetiva, o que estão vendo na sua região:
* Oferta: está aparecendo Feijão ou secou de vez
* Fixação: produtor está vendendo ou segurando
* Qualidade: o que está saindo e o que está travado
* Prazos: como estão as condições e a postura dos compradores
* Origem do volume: está rodando mais estoque depositado ou produto direto do produtor
Quanto mais relatos consistentes, mais cedo a gente separa ruído de movimento real. E é isso que transforma informação em decisão bem tomada dentro do Premier.
