Preço do Feijão-carioca pode incentivar consumo de Feijões vermelho e rajado

Por: IBRAFE,

10 de setembro de 2025

Responsive image

O mercado de Feijão-carioca tem mostrado pequenas valorizações desde a última segunda-feira, 08 de setembro, um movimento que sugere menos volatilidade e a formação de um piso mais consistente para os preços. A cotação de R$ 250 por saca de Feijão-carioca nota 9 ou superior já é vista em Minas Gerais e Goiás, embora ainda sem negócios fechados nesse patamar.

Enquanto isso, o mercado real se movimenta com os Feijões comerciais. Há boa liquidez para os lotes nota 8/8,5, que continuam abastecendo as marcas acostumadas a trabalhar com um padrão de qualidade intermediário.

Alternativas mais competitivas no mercado

Um fator estratégico que tem chamado a atenção é a diferença de preço entre o Feijão-carioca nota 9 e o Feijão-rajado nota 9, que já chega a 20%. Essa discrepância cria uma oportunidade para que os Feijões vermelho e rajado ganhem mais espaço nas prateleiras nos próximos meses. Isso pode acontecer principalmente se o consumidor encontrar embalagens com preços mais competitivos e um visual atraente. Diante das margens apertadas, a indústria pode acelerar essa mudança.

Cenário internacional e pressão por preços

No cenário internacional, o mercado enfrenta uma situação de "ressaca". Os preços elevados em 2024 incentivaram uma forte expansão da área de cultivo em diversos países, resultando em estoques elevados. Essa situação pressiona não apenas os Feijões, mas também outras Pulses concorrentes. A Lentilha, por exemplo, teve uma queda de cerca de 30% no segundo semestre, seguindo o ritmo das colheitas no hemisfério norte.

Essa forte competição entre as Pulses internacionais torna os compradores mais cautelosos e reforça a importância de o Feijão brasileiro se diferenciar pela qualidade e pela consistência na entrega.

Em resumo, o mercado interno se ajusta a novos patamares, mas os sinais externos apontam para uma pressão competitiva crescente. Quem conseguir compreender essa transição — que envolve a busca por qualidade premium, alternativas mais baratas e a concorrência global — terá uma vantagem estratégica no mercado.

 

Mais
Boletins

Primeira Semana de Janeiro de 2026  
09/01/2026

Mungo-verde e Mungo-preto: dois mundos diferentes
08/01/2026

Estoque de Passagem é Muito Menor do que a CONAB Esperava
07/01/2026

Queda de Consumo: O que o Interior de SP ensina ao Rio de Janeiro sobre o Feijão
06/01/2026

Primeiros movimentos 2026: onde prestar atenção  
05/01/2026