O Despertar do Feijão-Preto

Por: IBRAFE,

14 de janeiro de 2026

Responsive image

O cenário para o Feijão-Preto mudou de patamar. O que antes era a opção mais acessível do prato do brasileiro, agora assume o protagonismo de uma escalada de preços fundamentada em  pilares críticos:

 1. Quebra Estrutural de Oferta

A primeira safra entregou um volume alarmante: menos de 50% do produzido no ciclo anterior. Não se trata de uma oscilação comum, mas de uma lacuna de oferta que não será preenchida rapidamente. Com o estoque de passagem severamente reduzido pelas exportações de 1,4 milhão de sacas, o mercado entra em terreno de escassez real.

2. O Fim do Feijão "Barato" (Gap de US$ 10)

O histórico mostra que o preço não ficava abaixo de US$ 30 desde 2020.

Janeiro/2025: US$ 39/saca.

Hoje: US$ 29/saca.

Este "gap" de 34,5% indica que o preço atual está muito defasado. A paridade com o dólar e os altos custos de produção impedem o retorno a patamares mais baixos, forçando uma correção altista iminente.

3. Efeito Dominó: Preto vs. Carioca

O Feijão-Carioca já reage em praças fundamentais como Paraná e Minas Gerais. Como o consumo do preto cresceu e se consolidou (pelo preço baixo anterior), a pressão agora é dupla: a demanda está firme e a principal alternativa (Carioca) também está encarecendo, eliminando as opções de "fuga" para o comprador.

 

A venda massiva de Carioca registrada ontem para empacotadores de São Paulo (Capital e Interior) mostra que a indústria está se protegendo. O recuo no volume de negócios hoje é apenas a "digestão" dessas aquisições. Capitalizado, o produtor agora tende a Insight Estratégico Clube Premier

A janela de oportunidade para compras em níveis médios está se fechando. Um fator determinante: o Feijão-Preto importado chega ao Brasil com valores bem acima dos praticados internamente. Não há argumentos técnicos que sustentem os preços atuais por muito tempo.

Para o Comprador: A resistência em fechar negócios agora pode custar caro. O poder de barganha está voltando para as mãos do produtor.

Para o Produtor: A estratégia de venda escalonada é a mais sensata, aproveitando as ondas de necessidade de reposição dos empacotadores.

CONCLUSÃO: Saímos de um período de estabilidade para uma fase de volatilidade altista. Eventuais momentos de marasmo serão passageiros. Preparem-se para um primeiro semestre de preços firmes e negociações mais duras no campo.

Mais
Boletins

O Despertar do Feijão-Preto
14/01/2026

Pouca oferta força valorização    
13/01/2026

O "Sufoco" Físico da Semana Passada (09/01)  
12/01/2026

Primeira Semana de Janeiro de 2026  
09/01/2026

Mungo-verde e Mungo-preto: dois mundos diferentes
08/01/2026