Mercado estável no Brasil, mas não desistimos da China

Por: IBRAFE,

8 de julho de 2026

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Com preços firmes no campo e uma agenda internacional avançando, o Brasil se aproxima de uma abertura que pode mudar o tamanho da conversa para os Feijões de exportação.

 

Tempo de leitura: 2 minutos

 

O mercado do Feijão-carioca segue estável nas principais regiões produtoras. No Vale do Araguaia, a referência permanece ao redor de R$ 380 por saca. No noroeste de Minas Gerais, os negócios seguem próximos de R$ 400. Nada muito diferente no preço do dia, mas os bastidores desta madrugada trouxeram uma notícia bem maior do que a oscilação de uma ou outra praça.

Realizamos uma reunião muito especial, com quase duas horas de duração, com os adidos agrícolas do Brasil em Pequim, a CFNA, a Câmara Chinesa responsável por articular as tratativas comerciais e fitossanitárias, e os demais participantes envolvidos no avanço da agenda de importação de Feijões brasileiros pela China.

Dentro do projeto APEX/IBRAFE Brazil Superfoods, foram feitos os ajustes finais para a realização de um seminário brasileiro no dia 25 de agosto, em Qingdao, durante o Qingdao Pulses Congress, evento organizado pela GPC Global Pulse Confederation e pela CFNA entre os dias 25 e 27 de agosto.

A leitura é simples: enquanto o mercado interno segue firme, com oferta curta de Feijões superiores e compradores ainda buscando qualidade, o IBRAFE trabalha para abrir uma porta que pode ser transformadora. Estamos falando de um mercado que movimentou US$ 787 milhões no ano passado e que, até aqui, ainda não conta com o Brasil.

O acordo fitossanitário ainda não está concluído, mas, a cada reunião, fica mais claro que estamos mais perto. E, quando os primeiros contêineres forem embarcados, todo o esforço técnico, institucional, político e comercial dos últimos anos terá valido a pena.

Quem acompanha o setor com mais profundidade percebe que o Brasil está tentando entrar em outra liga que, junto com a Índia, pode nos colocar em uma posição sonhada pelo setor ao longo dos últimos anos: a de participar de um mercado de US$ 2 bilhões.

Feijão é mercado interno, sim. Mas também é, cada vez mais, nossa estratégia global.

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