Mercado: Lotes reportados foram vendidos no Vale do Araguaia entre R$ 380 e R$ 385. Em Minas Gerais, a referência ainda foi de R$ 400, mas há indícios de que esse patamar perdeu força. A tendência geral é de queda nos preços.
Se você é produtor, é hora de vender. Não perca a oportunidade por esperar R$ 10 a mais. Já se você é empacotador, este é o momento de retardar ao máximo as compras.
Resumo: O lançamento da IAC 2662 Borlotti reúne duas características estratégicas: escurecimento lento dos grãos e acesso a um mercado internacional consolidado, onde o borlotti já faz parte da cultura alimentar de diversos países.
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O lançamento da cultivar IAC 2662 Borlotti representa um passo importante na estratégia de diversificação da produção brasileira de Feijão voltada à exportação. Um dos seus principais diferenciais é o escurecimento lento dos grãos, característica cada vez mais valorizada pelo mercado por preservar o aspecto visual durante o armazenamento, o transporte e a comercialização.
Mais do que uma nova cultivar, trata-se de uma oportunidade de atender consumidores que já possuem tradição no consumo desse tipo de Feijão. Conhecido internacionalmente como borlotti, cranberry bean ou romano, ele ocupa espaço consolidado em diversos mercados.
Entre os principais consumidores estão a Itália, onde o borlotti é praticamente um símbolo da culinária regional; Portugal; Turquia; Grécia; Irã; Chile; além de outros países europeus, como França, Espanha e Suíça.
Nesses mercados, o Feijão aparece em receitas tradicionais transmitidas por gerações. Na Itália, destacam-se os clássicos Pasta e Fagioli, Minestrone e Fagioli all’Uccelletto. Em Portugal, integra a feijoada portuguesa e sopas rústicas. Na Turquia, é ingrediente do tradicional Kuru Fasulye. Na Grécia, aparece na Fasolada. No Irã, compõe pratos como Ash-e Lobia, Ash-e Reshteh, Khoresh-e Lobia e Lobia Polo. No Chile, participa dos famosos Porotos Granados.
Para o Brasil, a combinação entre uma cultivar adaptada às condições nacionais e um produto já conhecido pelos consumidores internacionais abre perspectivas interessantes para ampliar as exportações de Feijões especiais. O desafio deixa de ser apenas produzir e passa a incluir a organização da oferta, a padronização da qualidade, a promoção comercial e a construção de relacionamentos duradouros com importadores.
A IAC 2662 Borlotti mostra que a inovação genética pode caminhar junto com a estratégia de mercado. Em um cenário em que o Brasil busca consolidar sua posição como fornecedor global de Feijões especiais, cultivares como essa ampliam o portfólio disponível e reforçam a capacidade do país de atender nichos de maior valor agregado.
