Enquanto os preços seguem em ajuste com o avanço da terceira safra, a narrativa na imprensa também muda. Já há notícias destacando o alívio para o consumidor, mas outras ainda repetem o antigo discurso de que o Feijão é o vilão da inflação. Entenda o que realmente está acontecendo no mercado.
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Ao fazer uma busca hoje no Google sobre o mercado de Feijão, chama a atenção a mudança gradual no tom das notícias. Diversos veículos já destacam que a entrada da terceira safra começa a trazer alívio aos preços para o consumidor. Ao mesmo tempo, ainda aparecem reportagens recorrendo ao velho chavão de que o Feijão é um dos vilões da inflação.
A realidade, porém, é mais complexa. Os primeiros negócios abaixo de R$ 300 por saca têm ocorrido com lotes de qualidade inferior, com maior percentual de fundo de peneira, coloração menos valorizada ou cultivares que não apresentam escurecimento lento. Já os lotes de melhor qualidade continuam sustentando um diferencial importante.
Esse comportamento reforça que, daqui para frente, a qualidade passará a ter um peso cada vez maior na formação dos preços. Não será apenas uma questão de oferta, mas, principalmente, de padrão comercial.
No Feijão-preto, o mercado permanece praticamente estável, com indicações entre R$ 210 e R$ 220 FOB Paraná, sem mudanças relevantes no comportamento dos compradores.
