O Feijão-carioca segue firme no Vale do Araguaia e no Noroeste de Minas Gerais, com negócios reportados a R$ 385 em Goiás e R$ 400 em Minas Gerais. A recomendação muda conforme o produto: no Feijão-carioca, é hora de aproveitar os máximos já alcançados; no Feijão-preto, o momento exige paciência, porque vender perto de R$ 200, ou abaixo disso, pode custar caro nas próximas semanas.
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O mercado do Feijão-carioca segue estável, tanto no Vale do Araguaia quanto no Noroeste de Minas Gerais. Mas estabilidade, neste caso, não significa mercado frouxo. Significa preço sustentado em patamar elevado.
Novos lotes foram reportados a R$ 385 por saca em Goiás e a R$ 400 em Minas Gerais. Parte dos carregamentos deve ocorrer somente após a colheita do fim de semana, o que mostra que o comprador segue aceitando negociar produto que ainda nem saiu plenamente da lavoura.
No Feijão-carioca, a leitura é objetiva: é hora de vender, inclusive antes da colheita, quando houver comprador firme e preço dentro desses patamares. Não parece prudente esperar algo muito melhor do que os máximos já alcançados. O mercado já entregou um preço excelente. Agora, o risco passa a ser o produtor confundir mercado firme com mercado sem limite.
No Feijão-preto, as cotações seguem estáveis, mas a recomendação é outra: paciência máxima na negociação. Vender ao redor de R$ 200, ou abaixo disso, certamente pode trazer arrependimento nas próximas semanas. O Feijão-preto vem andando mais devagar, mas isso não significa ausência de sustentação. Significa que o mercado ainda está tentando encontrar seu ponto de equilíbrio.
Esse é o contraste do momento. No Feijão-carioca, o preço já chegou onde poucos imaginavam. No Feijão-preto, quem tiver fôlego para esperar pode evitar vender justamente antes de uma reação mais clara.
