O mercado de Feijão, em janeiro de 2026, vive um cenário de forte valorização. O ambiente é de verdadeira “queda de braço” entre produtores, que retêm estoques à espera de preços ainda mais altos, e compradores, que buscam oportunidades que permitam recompor margens.
Abaixo, apresento o panorama atual de preços e as principais causas dessa alta.
Panorama de preços — Janeiro/2026
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Tipo de Feijão |
Qualidade |
Preço médio (saca 60 kg) |
Tendência |
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Feijão-carioca |
Nota 9,0 ou superior |
R$ 255,00 a R$ 285,00 |
Alta firme |
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Feijão-carioca |
Notas 8,0 a 8,5 |
R$ 215,00 a R$ 245,00 |
Valorização |
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Feijão-preto |
Extra T1 |
R$ 195,00 a R$ 215,00 |
Recuperação |
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Feijão-preto |
T2 |
R$ 165,00 a R$ 200,00 |
Estável / Alta |
O que está impulsionando a valorização?
Escassez de oferta no campo
A colheita da primeira safra (safra das águas), especialmente no Paraná e em Minas Gerais, ocorre em área sensivelmente menor do que em anos anteriores. Além disso, o clima adverso reduziu a produtividade. Com menos grão chegando ao mercado, os preços do Feijão reagiram.
Estoques no limite
No início de janeiro, os estoques nacionais de Feijão atingiram níveis críticos, suficientes para cobrir apenas cerca de 15 dias de consumo. Esse cenário intensificou a disputa entre empacotadores pela garantia de abastecimento.
Estratégia do produtor
Cientes da escassez, muitos produtores estão segurando as vendas. Isso mantém o mercado tecnicamente “seco” e sustenta a pressão altista sobre as cotações.
Feijão-preto em recuperação
Diferentemente do Feijão-carioca, que já vinha mostrando firmeza, o Feijão-preto atravessou um período de preços deprimidos ao longo de 2025. Agora, com a redução da área plantada, o grão inicia um movimento consistente de recuperação.
O que esperar para as próximas semanas?
A tendência é de alta sustentada. As indicações iniciais de menor área na segunda safra reforçam a possibilidade de continuidade da pressão sobre os preços no curto e médio prazo.
Destaque: no varejo, os aumentos de Feijão-carioca e Feijão-preto já começam a ser repassados ao consumidor, exigindo ajustes cuidadosos entre campo, indústria e gôndola.
