O mercado de Feijão entra no segundo semestre diante de um cenário que merece atenção máxima. O El Niño já foi oficialmente confirmado, e os modelos climáticos indicam elevada probabilidade de permanência até 2027, com risco, inclusive, de evolução para um Super El Niño.
Isso muda completamente a leitura de risco para a safra de inverno, a safra das águas e a safrinha.
No curto prazo, o maior ponto de atenção está sobre o Feijão irrigado de Minas Gerais, Goiás e São Paulo. Ondas de calor durante a floração podem limitar justamente a oferta de Feijão-carioca nota alta, enquanto as empacotadoras seguem operando com estoques extremamente curtos. Basta um problema climático localizado para o mercado reagir de forma agressiva.
Para o início de 2027, as atenções se voltam para o Sul do Brasil. Chuvas excessivas durante a colheita no Paraná podem comprometer a qualidade, atrasar o plantio da safrinha e aumentar a dependência de importações de Feijão-preto e pulses.
O produtor que ignorar o ZARC, o manejo sanitário e a estratégia comercial pode enfrentar um ambiente muito mais volátil do que o observado nos últimos anos. Ao mesmo tempo, armazenagem, diversificação e comercialização escalonada tendem a ganhar importância estratégica.
Durante esta semana, o Clube Premier vai aprofundar:
- impactos práticos do El Niño por região;
- riscos para Feijão-carioca e Feijão-preto;
- possíveis oportunidades em pulses exportáveis;
- comportamento esperado do varejo;
- estratégias de comercialização e armazenagem;
- cenários de preço para a safra 2026/2027.
O mercado talvez esteja entrando em uma fase em que clima e abastecimento voltarão a pesar mais do que muitos imaginam.
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