Confusão com estimativas de safra

Por: IBRAFE,

20 de março de 2026

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No Feijão-carioca, a leitura após os números da CONAB deste mês é de que a entrada da segunda safra, no fim de maio, pode pressionar os preços e, talvez, no segundo semestre, até abaixo de R$ 250. 

 No Feijão-preto, porém, a dúvida continua bem maior. A projeção de 380 mil toneladas, sendo 309 mil no Paraná, ainda parece muito mais um número chutado do que uma certeza consolidada, especialmente porque a base de distinção entre Feijão-preto e Feijão-carioca segue frágil.

 O DERAL do Paraná não sabe quanto é Feijão-preto e quanto é Feijão-carioca. Até aqui, fora Guarapuava, o que se ouve é redução de área em várias regiões. E há um ponto que o mercado não deveria subestimar:

 hoje, o cenário-base meteorológico ainda favorece a transição para neutralidade entre maio e julho, com maior chance de El Niño aparecendo de junho a agosto, não exatamente em maio.

 Mesmo assim, se esse quadro acelerar ou vier acompanhado de excesso de chuva no Sul, a colheita da segunda safra pode ser afetada e toda a conta muda, porque chuva não combina com colheita.

 Portanto, são muitas variáveis que não permitem cravar o que acontecerá com o Feijão-preto até o momento.

 

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