Há um sinal claro de mudança de fase no Paraná. Alguns armazéns que prestam serviço a produtores já liquidaram os estoques e migraram parte das equipes para manutenção e preparação das máquinas para a entrada da colheita de maio.
Isso acontece justamente quando o campo começa a entregar relatórios menos animadores. O próprio DERAL mostrou deterioração rápida nas condições da segunda safra: em 19 de março, 86% das lavouras estavam em boas condições e 14% em condição média; no relatório de 24 a 30 de março, o quadro passou para 76% boas, 18% médias e 6% ruins, com menção a má germinação, estandes desuniformes e redução do potencial produtivo em diversas regiões.
Nos Campos Gerais, as chuvas recentes trouxeram algum alento, e a previsão imediata ainda mantém chance de instabilidade em Castro nos próximos dias. Isso pode ajudar parte das lavouras e evitar um dano maior. Mas não é prudente vender esse quadro como virada. O Simepar projeta abril com chuva abaixo da média na maior parte do Paraná, com destaque justamente para os Campos Gerais, onde março já foi fraco em precipitação.
No Sudoeste do Paraná, a leitura é mais pesada. Mesmo com previsão de chuva e alerta de tempestade em Pato Branco, as perdas já começam a ser calculadas, e o potencial produtivo já foi ferido em parte importante das áreas. Em outras palavras, a chuva que vier agora pode ajudar a segurar parte do estrago, mas não apaga o prejuízo acumulado.
No mercado físico, há outro ponto que merece destaque. Até marcas tradicionalmente exigentes estão sendo forçadas a afrouxar a régua, porque o melhor Feijão disponível hoje, na prática, muitas vezes não é um 9 ou 10. É um 8,5 com algum defeito.
O CEPEA está, na verdade, apontando valores nominais quando aponta o carioca nota 9 ou superior em R$ 346,67/sc no Noroeste de Minas, já o 8 e 8,5 apontam uma realidade de R$ 293,33/sc no Noroeste de Minas e R$ 284,22/sc na Metade Sul do Paraná.
No Feijão-preto, o sinal é ainda mais sensível. O DERAL já havia apontado retração de 21,6% na área de Feijão no Paraná ao longo das três safras, com destaque para queda de 27,6% no Feijão-preto. Na região dos Campos Gerais, negócios ontem ocorreram ao redor de R$ 170/175.
Quando se junta área menor, segunda safra de sequeiro historicamente mais arriscada e um campo que já chega pressionado, o resultado é uma das menores segundas safras de Feijão-preto da história recente.
No Noroeste de Minas, os relatos de origem seguem coerentes com um mercado de sobra curta. São tão poucos os produtores com algum estoque remanescente que praticamente não existe válvula de alívio ali.
Há um sinal claro de mudança de fase no Paraná. Alguns armazéns que prestam serviço a produtores já liquidaram os estoques e migraram parte das equipes para manutenção e preparação das máquinas para a entrada da colheita de maio. Isso acontece justamente quando o campo começa a entregar relatórios menos animadores.
O próprio DERAL mostrou deterioração rápida nas condições da segunda safra: em 19 de março, 86% das lavouras estavam em boas condições e 14% em condição média; no relatório de 24 a 30 de março, o quadro passou para 76% boas, 18% médias e 6% ruins, com menção a má germinação, estandes desuniformes e redução do potencial produtivo em diversas regiões.
Nos Campos Gerais, as chuvas recentes trouxeram algum alento, e a previsão imediata ainda mantém chance de instabilidade em Castro nos próximos dias. Isso pode ajudar parte das lavouras e evitar um dano maior. Mas não é prudente vender esse quadro como virada.
O Simepar projeta abril com chuva abaixo da média na maior parte do Paraná, com destaque justamente para os Campos Gerais, onde março já foi fraco em precipitação.
No Sudoeste do Paraná, a leitura é mais pesada. Mesmo com previsão de chuva e alerta de tempestade em Pato Branco, as perdas já começam a ser calculadas, e o potencial produtivo já foi ferido em parte importante das áreas. Em outras palavras, a chuva que vier agora pode ajudar a segurar parte do estrago, mas não apaga o prejuízo acumulado.
No mercado físico, há outro ponto que merece destaque. Até marcas tradicionalmente exigentes estão sendo forçadas a afrouxar a régua, porque o melhor Feijão disponível hoje, na prática, muitas vezes não é um 9 ou 10. É um 8,5 com algum defeito.
O CEPEA está, na verdade, apontando valores nominais quando aponta o carioca nota 9 ou superior em R$ 346,67/sc no Noroeste de Minas, já o 8 e 8,5 apontam uma realidade de R$ 293,33/sc no Noroeste de Minas e R$ 284,22/sc na Metade Sul do Paraná.
No Feijão-preto, o sinal é ainda mais sensível. O DERAL já havia apontado retração de 21,6% na área de Feijão no Paraná ao longo das três safras, com destaque para queda de 27,6% no Feijão-preto. Na região dos Campos Gerais, negócios ontem ocorreram ao redor de R$ 170/175.
Quando se junta área menor, segunda safra de sequeiro historicamente mais arriscada e um campo que já chega pressionado, o resultado é uma das menores segundas safras de Feijão-preto da história recente.
No Noroeste de Minas, os relatos de origem seguem coerentes com um mercado de sobra curta. São tão poucos os produtores com algum estoque remanescente que praticamente não existe válvula de alívio ali.
