Março terminou confirmando, em números, aquilo que o Clube Premier já vinha antecipando havia semanas: o mercado do Feijão-carioca encontrou sustentação real. O CEPEA fechou o mês mostrando novo recorde na média do carioca. No padrão nota 9 ou superior, março ficou 8,3% acima de fevereiro e 34% acima de março do ano passado. No padrão 8 e 8,5, a alta foi de 7,1% sobre fevereiro e de 42,2% sobre março de 2025.
No Feijão-preto, mesmo sem o mesmo brilho do carioca, o trimestre também mostrou recuperação, com avanço acumulado de 32,2% nos três primeiros meses do ano. O mercado até sentiu momentos de demanda mais lenta e compradores retraídos ao longo de março, mas a sustentação de fundo prevaleceu.
O ponto mais importante é que essa valorização estava prevista. O próprio CEPEA atribui o movimento à restrição de oferta, às dificuldades de colheita, à redução de área na primeira safra e à expectativa de menor produção na segunda safra, sobretudo no Paraná.
E aqui entra um sinal que o mercado precisa respeitar. O DERAL mostrou, no começo de março, que o Feijão de segunda safra no Paraná tinha apenas 5% colhido, com 95% ainda em campo, e a condição das lavouras estava longe de ser confortável: 24% em condição ruim, 1% em condição média e 75% em boa.
Poucos dias depois, na atualização de 26 de março, o próprio DERAL reforçou que o Feijão no Paraná entrou em retração de área plantada, exatamente por preços menos atrativos no momento do plantio, somado ao fato de que o clima não está favorável.
