A semana terminou com o mercado praticamente andando de lado, tanto no Feijão-carioca quanto no Feijão-preto. Os números do CEPEA confirmam o que já vinha sendo percebido nas negociações: poucas mudanças de preço e volume limitado de negócios.
No Feijão-carioca, o indicador continua sustentado em patamares elevados, com referências próximas de R$ 330 a R$ 350 para o padrão extra, dependendo da praça e da qualidade.
O mercado não encontrou força para novas altas, mas também não apareceu volume suficiente para provocar recuos consistentes. Ainda assim, momentaneamente, a tendência é de recuo nas cotações. O que se observa é um ambiente típico de transição: compradores mais cautelosos e produtores sem pressa para vender.
A chave continua sendo qualidade. Sempre que aparece lote realmente bom, especialmente nota 9 ou superior, ele encontra comprador. Isso mostra que a aparente calma do mercado não significa excesso de produto, mas sim uma tentativa dos empacotadores de equilibrar compras com o ritmo do varejo.
No Feijão-preto, o comportamento é semelhante. O mercado segue firme, mas sem impulso. Negócios pontuais continuam aparecendo em torno de R$ 180 a R$ 200, dependendo da região e da qualidade, com compradores tentando testar valores menores e produtores, em muitos casos, preferindo esperar.
O resumo da semana é simples:
o mercado parou para respirar, mas não há sinais claros de mudança estrutural no equilíbrio entre oferta e demanda.
Para quem produz, isso significa uma leitura importante:
quando o mercado permanece firme mesmo com poucos negócios, normalmente é porque não existe pressão real de oferta.
A questão agora não é apenas preço. É timing.
Quem precisa comprar tenta empurrar o mercado para baixo.
Quem pode esperar observa.
No Clube Premier, durante a próxima semana, vamos aprofundar três pontos que podem mexer no mercado de Feijão nas próximas semanas:
• o fluxo real de produto nas regiões produtoras
• o impacto logístico e de custos que começa a aparecer no setor
• e o comportamento dos compradores diante desse cenário.
Porque, em momentos como este, saber exatamente quando vender ou quando comprar faz toda a diferença.
