Tomando como base os dados do Cepea, que trabalha com a média dos preços praticados em cada região, o Feijão-carioca Nota 9 ou superior registrou alta entre 4% e quase 8% na semana: Itapeva +5,80%, Leste Goiano +3,98% e Noroeste de Minas +7,73%. No acumulado de 30 dias, a valorização já varia de 28% a 32% nessas mesmas praças. Não é oscilação. É reposicionamento de preço.
O Feijão-carioca Nota 8 a 8,5 acompanhou o movimento. Houve altas semanais de dois dígitos no Sul Goiano (+12,17%) e em Barreiras (+10,31%), além do Paraná (+9,37%). No mês, a valorização varia de 26% a 38%, dependendo da região. O mercado está ajustando os preços à medida que os estoques diminuem.
No Feijão-preto Tipo 1, a semana foi mais técnica, com o Paraná registrando +3,10%, o Oeste Catarinense +5,26% e o Leste de Santa Catarina +2,94%. Porém, no acumulado mensal, o movimento é expressivo: Metade Sul do Paraná +26,08% e Oeste Catarinense +22,38%. O Feijão-preto finalmente se despede do longo período de preços baixos após o grande volume colhido na safra de 2025.
Em 30 dias, tanto o Carioca Nota 9/10 quanto o Preto Tipo 1 entregaram valorizações acima de 25%. Não se trata de uma demanda excepcional — ela segue dentro da normalidade. O que foge ao padrão são os estoques baixos e a colheita menor na primeira safra.
O cenário é de oferta seletiva e comprador cauteloso, mas pagando quando precisa. Ninguém tem espaço para pagar mais caro por antecipação. Porém, quem precisa recompor estoque já terá de operar em um novo nível de preço junto ao varejo.
O ponto alto da semana passada foi a reunião em São Paulo. Discutimos estratégia, consumo e o posicionamento do Feijão como base do prato feito com Arroz e Feijão — comida de verdade, que sustenta a demanda no longo prazo. Foi o primeiro passo de uma caminhada longa para resgatar o orgulho de consumir Feijão no Brasil.
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