Mercado mais calmo para Feijão-preto: o que fazer

Por: IBRAFE,

11 de fevereiro de 2026

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O mercado, tanto do Feijão-carioca quanto do Feijão-preto, após a forte valorização, entrou em uma fase de acomodação. O Carioca segue com preços firmes, enquanto no Preto aparece um viés de baixa que tem mais a ver com o comportamento de compra e com a sensibilidade do varejo do que com sobra real de Feijão.

O sinal do dia é simples: depois do salto, o comprador tenta respirar, vender um pouco e só então voltar à reposição.

Pelos números do Cepea, no fechamento de 10/02/2026, é possível ver onde o mercado está marcando posição. Em Minas Gerais, o Feijão-carioca Nota 8 a 8,5 aparece no Noroeste de Minas a R$ 287,68/sc (+4,28% no dia) e no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba a R$ 272,56/sc (+0,64%). No PNF (levantamento do IBRAFE), produtores e compradores declaram negócios a R$ 290.

Já o Feijão-carioca Nota 9+ (peneira 12), no Noroeste de Minas, está em R$ 294,67/sc (-0,10%), enquanto no PNF surgem declarações de negócios na faixa de R$ 300 a R$ 320.

No Paraná, o Feijão-carioca Nota 8 a 8,5 aparece na Metade Sul a R$ 263,05/sc (+1,16%) e em Curitiba a R$ 276,20/sc (+3,96%). Para o Feijão-carioca Nota 9+ (peneira 12), Curitiba marca R$ 308,75/sc (+5,71%).

No Feijão-preto Tipo 1, Curitiba está em R$ 191,90/sc (+1,55%) e a Metade Sul em R$ 184,92/sc (+1,15%). No PNF, produtores e compradores declaram negócios de Feijão-preto entre R$ 190 e R$ 200.

Na prática, para não perder dinheiro por detalhe, duas coisas importam agora.

Primeiro: o prêmio por qualidade está mandando. Feijão Nota 9 ou superior está com oferta reduzida neste momento, e isso tende a ampliar o spread entre os lotes superiores e os intermediários, principalmente abaixo de Nota 8,5.

 

Segundo: Feijão-preto com viés de baixa não significa queda imediata. Significa que o comprador ficou mais seletivo e, enquanto espera o varejo demandar, pressiona preço e prazo — ainda mais em um cenário com poucos compradores ativos.

Se você é produtor, a palavra é calma: esperar o comprador voltar costuma ser mais eficiente do que correr atrás agora e ouvir oferta abaixo do mercado, principalmente no Feijão-preto.

Se você é cerealista ou empacotador, este é o momento de testar preços abaixo do que foi pago na semana passada, sabendo que a resposta provável será encontrar pouca disponibilidade nos lotes de melhor qualidade.

E, no pano de fundo, vale lembrar o básico que sustenta tudo isso: quando o brasileiro mantém o Prato Feito com Arroz e Feijão na rotina, o mercado fica menos vulnerável ao “vai e vem” do varejo.

 

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