Após uma sequência de dias firmes, a segunda-feira foi mais calma para o mercado de Feijão. Ainda há compradores que acreditam que os preços possam ceder um pouco mais até o início de agosto, especialmente com a entrada de lotes pontuais em Minas Gerais.
Na sequência do mês, muitos produtores precisarão colher e vender, e oscilações negativas em alguns momentos não estão descartadas. Ontem, 21 de julho, por exemplo, sobraram ofertas a R$ 230 no Noroeste do estado. Já no Vale do Araguaia, o Feijão foi vendido por até R$ 220 mais despesas, o que, comparado com Minas, foi excelente. Não são volumes grandes, mas suficientes para que os compradores dessem um passo atrás, pelo menos por enquanto.
O ponto de atenção aqui é o calendário: quando analisamos o fluxo de estoque disponível e o possível consumo de Feijão durante agosto e setembro, fica claro que ainda teremos um volume importante sendo colhido. Ou seja, esperar mais 15 ou 20 dias para tentar vender pode não fazer sentido. O melhor momento para negociar é justamente quando os compradores aparecem, como vimos no final da semana passada.
Colapso no Feijão-Caupi: Pingo de Ouro Abaixo de R$ 100
Nos Feijões-caupis, o cenário é de verdadeiro colapso. No Noroeste de Minas, variedades como o Pingo de Ouro já são negociadas abaixo de R$ 100, um reflexo direto da falta de coordenação e do excesso regional de oferta. O preço baixo não é sinal de fim do ciclo, mas sim um alerta para reorganização.
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