Ao observarmos a evolução dos estoques e do consumo em 2025, o cenário começa a desenhar um mercado mais ajustado do que o registrado no mesmo período do ano passado. Mesmo com as margens de erro naturais nas estimativas, é possível afirmar que temos, hoje, menos Feijão disponível do que em 2024. Isso já considera cerca de 100 mil toneladas a menos do que os números oficiais da CONAB indicam. Veja o gráfico abaixo do comentário.
O grande ponto de atenção agora é a terceira safra. Tudo indica que o volume final ficará abaixo das 650 mil toneladas, consideravelmente menor que as 750 mil toneladas estimadas para o mesmo período no ano passado. Os problemas com mosca branca e mosaico dourado atingiram fortemente as lavouras, e há relatos de áreas inteiras que foram abandonadas ou colhidas com produtividade muito baixa.
Apesar disso, em 2024 os preços ficaram estáveis na casa dos R$ 200 por saca, mesmo com maior volume. Este ano, com uma oferta mais curta e menor estoque, já vemos um mercado que se sustenta — e tem tudo para reagir ainda mais. O momento de maior impacto deve ser outubro.
Quem está no Clube Premier já tem esse mapa na mão. Convide quem merece saber para onde vai o mercado para que não atrapalhe o setor. Acredito que, quanto mais produtores e empacotadores souberem disso, mais chance há de que a média de preços deste ano fique acima da do ano passado no mesmo período. A informação, nesse caso, é ferramenta de defesa e estratégia comercial.