O mercado de Feijão inicia a semana estável, com viés de alta, impulsionado pela quebra de safra no Paraná e pela transição da colheita para o Centro-Oeste.
Além disso, a valorização do dólar e o encarecimento do frete rodoviário surgem como fortes pressões de custos para as indústrias empacotadoras.
O mercado inicia a penúltima semana de junho mantendo seu padrão de estabilidade, mas com viés de alta. De acordo com os relatórios do Departamento de Economia Rural do Paraná (DERAL), as referências para o Feijão-carioca tipo 1 nas fontes permanecem fixadas na faixa de R$ 368,00 a R$ 386,00 por saca de 60 kg. Durante o dia, porém, foi reportado negócio de até R$ 400. Sem isso, não é mercado, mas sim preço de venda de uma carga específica. Já o Feijão-preto tipo 1 sustenta média de R$ 214,42 no cerealista para Feijão T-1. No produtor, bruto, antes de beneficiar e secar, isso se traduz em algo ao redor de R$ 185.
Como a quebra de 38% na segunda safra do Paraná, provocada por estiagem e geadas, já está consolidada, o foco das empacotadoras de todo o Brasil se volta para a originação no Centro-Oeste. A colheita da terceira safra irrigada em Minas Gerais e Goiás começa a ganhar ritmo, porém, em junho, a área colhida deve representar, no máximo, 5% dos 361 mil hectares. Em julho, esse percentual deve aumentar para cerca de 25%.
Empacotadores destacam que o custo do frete rodoviário interestadual registrou alta devido à forte concorrência por caminhões com outras commodities, elevando o custo CIF para as empacotadoras. As embalagens também têm registrado aumento de preços, acompanhando a alta do petróleo.
No front internacional, notícias traduzidas indicam que a forte valorização do dólar no fechamento da semana passada manteve inflacionada a paridade de importação do Feijão-preto da Argentina. As últimas referências estão por volta de R$ 250 a R$ 260 por saca, limitando a competitividade do grão importado e blindando os preços do produto nacional extra.
