Brasil diminuirá a exportação. E agora, o que plantar?

Por: IBRAFE,

19 de janeiro de 2026

Responsive image

Semana passada o Feijão-carioca manteve. O Feijão-preto vendido a semana passada FOB por até R$ 170, mas com negócios desde R$ 135, dependendo da qualidade, perderá um grande volume de exportação este ano.

Essa é a leitura dos exportadores do Clube Premier que participam do projeto com a APEX no Brazil Superfoods. Para quem produz, presta serviço ou pretende exportar, entender esse desenho agora é estratégico.

Projeção de exportação 2026

Última atualização do grupo (15/01/2026):

  • Feijão-mungo-preto: 250 mil t
  • Feijão-mungo-verde: 70 mil t
  • Feijão-preto: 10 mil t
  • Feijão-caupi: 40 mil t
  • Outros Feijões vermelhos e rajados: 50 mil t

Total estimado 2026: 420 mil t

O que isso representa em tamanho de mercado

Em 2025, os números apresentados somam 527,5 mil t. Portanto, a projeção para 2026 aponta uma queda de cerca de 108 mil t, algo próximo de -20% no total exportado de Feijões.

O detalhe que muda tudo: o mix

Em 2026, Feijão-mungo-preto + Feijão-mungo-verde devem somar 320 mil t, ou cerca de 76% de tudo o que o Brasil exportaria em Feijões.

Na prática, a exportação fica ainda mais concentrada em mungos e recua justamente nos itens onde o mercado interno pode ficar mais sensível, principalmente Feijão-preto e o grupo de Feijões vermelhos e rajados.

Dica rápida para visualizar volume

Usando uma conta prática de 25 t por contêiner (varia por rota e limite de peso):

  • 420 mil t equivalem a aproximadamente 16,8 mil contêineres em 2026
  • Só de mungo (320 mil t), dá algo como 12,8 mil contêineres
  •  

Leitura Premier: o que fazer com isso

Começando pelo Feijão-carioca e Feijão-preto, a leitura é: plante sem grandes riscos o que for para colher e vender até junho. A área vai diminuir sensivelmente.

No caso do Feijão-preto, o mercado interno será a principal demanda, com os percalços que os Estados Unidos estão trazendo para este mercado. Esse desenho sugere que alguns Feijões podem ter produção mais curta em 2026, com destaque para o Feijão-caupi em regiões como Mato Grosso.

Para o produtor, a recomendação é objetiva: pode plantar sem contrato, a área no Mato Grosso deverá sofrer grande impacto.

Para o exportador, a lógica é o contrário: contratar e travar originação, porque, se a área diminuir, a disputa por volume bom tende a aumentar e melhorar a remuneração.

No Feijão-mungo-preto, seguimos dependentes da ratificação do acordo fitossanitário pela Índia. A sinalização é que isso só aconteça em 31 de março, tarde demais para reagir com aumento de área se a demanda vier igual ou maior do que no ano passado.

No Feijão-mungo-verde, cuidado redobrado. A demanda internacional está firme, mas vários países podem aumentar área. Tradução: não plante sem contrato.

Nesta semana, parte do time estará na Gulfood. E a partir de lá vamos ajustar a bússola com o mercado na mão: quais Feijões têm maior margem de segurança para produzir e comercializar em 2026, e onde o risco de plantar “no escuro” está alto demais.

 

Mais
Boletins

Brasil diminuirá a exportação. E agora, o que plantar?
19/01/2026

Semana ativa com valorização
16/01/2026

Calmaria Estratégica mas Firmeza de Preços  
15/01/2026

O Despertar do Feijão-Preto
14/01/2026

Pouca oferta força valorização    
13/01/2026