Presença do IBRAFE em Nova Délhi impulsiona o Feijão brasileiro no comércio global

Por: IBRAFE,

26 de fevereiro de 2026

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A presença do presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (IBRAFE), Marcelo Eduardo Lüders, na comitiva oficial brasileira em Nova Délhi, na Índia, marcou um dos momentos mais estratégicos recentes para o posicionamento internacional do Feijão do Brasil. A missão integrou uma agenda diplomática e comercial de alto nível que buscou ampliar mercados, consolidar parcerias e fortalecer a segurança alimentar global por meio das pulses brasileiras.

Índia: etapa final para abertura do mercado de Guandu

As reuniões realizadas em Nova Délhi concentraram-se na fase decisiva para a abertura do mercado indiano ao Feijão-guandu brasileiro. Segundo Lüders, as negociações técnicas — especialmente sanitárias — já estão concluídas, restando apenas a formalização política entre os governos.

A Índia é o maior consumidor mundial de pulses e um dos principais destinos das exportações brasileiras. Em 2025, o país asiático absorveu cerca de 60% do Feijão exportado pelo Brasil, sobretudo mungo-preto, variedade que abriu espaço para o país no mercado indiano na última década.

Para o IBRAFE, a abertura do mercado de Feijão-guandu representa uma nova fronteira comercial. A pulse tem consumo mínimo no Brasil, o que permite ampliar exportações sem competir com o abastecimento interno, fortalecendo renda e estabilidade para produtores. O setor estima que a inclusão do guandu pode elevar em até 40% os embarques brasileiros para a Índia.

Além disso, o país asiático demonstrou interesse em cooperar com o Brasil no desenvolvimento genético da cultura, disponibilizando materiais que podem acelerar ganhos de produtividade e adaptação agronômica.

Previsibilidade: ponto-chave para o produtor brasileiro

Outro tema central defendido pela comitiva brasileira foi a necessidade de previsibilidade comercial. Como o calendário de plantio do Brasil ocorre entre fevereiro e junho, o setor propôs que a Índia sinalize oficialmente sua demanda anual até novembro, permitindo planejamento mais eficiente de área, crédito e logística.

“A previsibilidade é essencial para reduzir riscos e aumentar a eficiência do produtor”, destacou Lüders nas reuniões, reforçando que a estabilidade da demanda externa contribui também para o equilíbrio do mercado interno.

Brasil como parceiro estratégico de segurança alimentar

Com mais de 1,4 bilhão de habitantes e importações anuais de milhões de toneladas de pulses, a Índia depende de parceiros confiáveis para suprir sua demanda alimentar.

Nesse contexto, o Brasil se apresenta como fornecedor competitivo e sustentável, com capacidade de ampliar produção sem pressionar recursos naturais, graças a tecnologia tropical, rotação de culturas e recuperação de áreas degradadas. A cooperação bilateral foi discutida no âmbito do Fórum Empresarial Brasil-Índia, considerado o maior já realizado entre os dois países, com anúncios de investimentos e parcerias em diversos setores, incluindo o agroalimentar.

Feijão do Brasil em outro patamar global

Para o IBRAFE, a missão em Nova Délhi consolida uma mudança estrutural no papel do Brasil no comércio mundial de pulses. Historicamente focado no Feijão-carioca para consumo interno, o país passou a produzir variedades demandadas globalmente, como mungo-preto, caupi e agora guandu — movimento que reposiciona o setor como exportador relevante.

A presença institucional do IBRAFE na agenda internacional reforça esse processo, ao integrar diplomacia, pesquisa e mercado. O avanço das negociações com a Índia, aliado à expansão de mercados e à narrativa ambiental do agro brasileiro, coloca o Feijão do Brasil em um novo nível no comércio global.

 

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