EUA - O mercado africano de Feijão-verde deve crescer em volume até 971 mil toneladas

Por: Por IndexBox Market Intelligence Platform,

11 de março de 2026

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O mercado africano de Feijão-Verde deverá continuar em trajetória de crescimento ao longo da próxima década, impulsionado pelo aumento da demanda alimentar no continente. A expectativa é que o volume de consumo avance a uma taxa composta anual (CAGR) de +1,0% entre 2024 e 2035, alcançando 971 mil toneladas ao final do período.

Em termos de valor, o mercado deve apresentar relativa estabilidade. As projeções indicam um CAGR de -0,1%, levando o setor a movimentar cerca de US$ 1,8 bilhão (aproximadamente R$ 9 bilhões) em preços nominais de atacado até 2035.

Em 2024, o consumo de Feijão-Verde na África cresceu 2,8%, chegando a 872 mil toneladas. Foi o terceiro ano consecutivo de expansão após um ciclo de quatro anos de retração. Entre 2013 e 2024, o consumo registrou crescimento médio anual de +2,5%, mantendo uma tendência relativamente consistente, ainda que com oscilações pontuais ao longo do período.

No mesmo ano, o valor do mercado africano atingiu US$ 1,9 bilhão (cerca de R$ 9,5 bilhões), avanço de 7% em relação a 2023. O cálculo considera receitas de produtores e importadores, sem incluir custos logísticos, despesas de marketing no varejo ou margens comerciais.

Marrocos lidera consumo no continente

Os maiores volumes de consumo em 2024 foram registrados em Marrocos (298 mil toneladas), Egito (259 mil toneladas) e Argélia (97 mil toneladas). Juntos, os três países respondem por 75% de todo o Feijão-Verde consumido na África.

Na sequência aparecem Quênia, Níger, África do Sul, Gana e Malawi, que juntos representam mais 15% do consumo regional.

Entre os principais mercados, o Quênia apresentou o crescimento mais acelerado, com taxa média anual de +9,7% entre 2013 e 2024.

Em termos de valor, os maiores mercados foram Marrocos, com US$ 671 milhões (R$ 3,36 bilhões), Egito, com US$ 648 milhões (R$ 3,24 bilhões), e Argélia, com US$ 175 milhões (R$ 875 milhões). Os três países concentram 80% do valor total do mercado africano.

O consumo per capita também revela forte concentração regional. Em Marrocos, o consumo médio chega a 7,7 kg por pessoa ao ano, seguido por Egito (2,4 kg), Argélia (2,1 kg) e Níger (1,1 kg). A média mundial é estimada em 0,6 kg por pessoa.

Produção mantém estabilidade

A produção africana de Feijão-Verde alcançou cerca de 1 milhão de toneladas em 2024, registrando uma leve queda de 0,7% em relação ao ano anterior. Foi a primeira retração desde 2019, após quatro anos consecutivos de crescimento.

Apesar da queda pontual, a produção acumulou crescimento médio de +1,6% ao ano entre 2013 e 2024, impulsionada principalmente pela expansão gradual da área cultivada.

Em termos financeiros, a produção foi estimada em US$ 2,3 bilhões (aproximadamente R$ 11,5 bilhões) em 2024, considerando preços de exportação.

Os maiores produtores do continente foram Marrocos (408 mil toneladas), Egito (270 mil toneladas) e Argélia (97 mil toneladas), responsáveis por 75% da produção africana.

Outros produtores relevantes incluem Quênia, Níger, Gana, Uganda, África do Sul, Senegal e Malawi. Entre eles, o Malawi apresentou o maior crescimento de produção, com CAGR de +4,2% no período analisado.

Produtividade e área colhida

O rendimento médio das lavouras africanas de Feijão-Verde ficou em 11 toneladas por hectare em 2024, mantendo estabilidade em relação ao ano anterior. O avanço mais significativo ocorreu em 2022, quando a produtividade cresceu 6,4%.

A área colhida totalizou 92 mil hectares, ligeiramente abaixo do recorde de 93 mil hectares registrado em 2023, indicando expansão moderada ao longo da última década.

Importações seguem concentradas

As importações africanas de Feijão-Verde somaram 14 mil toneladas em 2024, queda de 3,5% em relação ao ano anterior. Em valor, as compras externas atingiram US$ 11 milhões (cerca de R$ 55 milhões).

A África do Sul liderou as importações, com 5,2 mil toneladas, equivalente a 38% do total regional. Em seguida aparecem Tanzânia (18%), Ruanda (16%) e Madagascar (13%).

Em termos de valor, Madagascar liderou as compras externas, com US$ 2,5 milhões (R$ 12,5 milhões), seguido por África do Sul (US$ 2,4 milhões / R$ 12 milhões) e Ruanda (US$ 1,7 milhão / R$ 8,5 milhões).

O preço médio de importação no continente foi de US$ 829 por tonelada (aproximadamente R$ 4.145) em 2024.

Exportações recuam

As exportações africanas de Feijão-Verde totalizaram 177 mil toneladas em 2024, queda de 15% em relação ao ano anterior e terceiro recuo consecutivo após dois anos de crescimento.

Em valor, os embarques somaram US$ 401 milhões (aproximadamente R$ 2 bilhões).

O Marrocos domina amplamente o comércio externo, com 111 mil toneladas exportadas, o equivalente a 63% do total africano. O país também lidera em valor, com US$ 259 milhões (R$ 1,29 bilhão) em exportações.

Na sequência aparecem Quênia, com US$ 62 milhões (R$ 310 milhões), e Egito, com participação de 8%.

O preço médio de exportação africano ficou em US$ 2.271 por tonelada (aproximadamente R$ 11.355) em 2024. Entre os exportadores, o Quênia registrou o maior preço médio, de US$ 4.027 por tonelada (R$ 20.135), enquanto Moçambique apresentou um dos menores valores, com US$ 437 por tonelada (R$ 2.185).

Com informações de IndexBox Market Intelligence Platform

https://www.indexbox.io/blog/green-bean-africa-market-overview-2024-6/

 

 

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