Em Roma, IBRAFE posiciona o Feijão do Brasil no centro da agenda global de segurança alimentar

Por: IBRAFE,

26 de fevereiro de 2026

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A presença do presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (IBRAFE), Marcelo Eduardo Lüders, na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma, consolidou um novo momento para o Feijão do Brasil no cenário internacional. A agenda institucional teve como foco apresentar o país como fornecedor estruturado e sustentável de pulses e inserir a produção brasileira no centro do debate global sobre segurança alimentar e agricultura de baixo carbono.

Brasil reposicionado no radar mundial de pulses

Historicamente, o Brasil não figurava entre os fornecedores estratégicos de Feijões no comércio global, apesar de ser um dos maiores produtores mundiais para consumo interno. Nas reuniões na FAO, o IBRAFE apresentou uma nova narrativa: o país tornou-se uma potência emergente em pulses, com diversidade produtiva que inclui Feijão-preto, carioca, branco, mungo, caupi e guandu, além de tecnologia tropical e capacidade de oferta regular.

A FAO desempenha papel central na coordenação de políticas alimentares globais e na promoção de sistemas agrícolas sustentáveis, especialmente diante do desafio de alimentar uma população mundial que deve superar 9 bilhões de pessoas até 2050. Nesse contexto, pulses como o Feijão são consideradas culturas estratégicas por sua alta densidade nutricional e baixo impacto ambiental.

Sustentabilidade como diferencial competitivo

Um dos pontos centrais apresentados pelo IBRAFE foi o desempenho ambiental do Feijão brasileiro. Segundo o instituto, a produção nacional apresenta, em média, cerca de 50% mais sustentabilidade em comparação a outras origens globais. Esse diferencial se apoia em fatores agronômicos reconhecidos internacionalmente nas pulses, como a fixação biológica de nitrogênio — que reduz a necessidade de fertilizantes sintéticos —, menor pegada de carbono por tonelada produzida e elevada eficiência produtiva em sistemas tropicais.

Durante os encontros, também foram destacadas tecnologias brasileiras que elevam o padrão ambiental e operacional da cadeia, incluindo soluções de amadurecimento e uniformização de grãos que permitem colheita mais previsível e qualidade superior sem a necessidade de dessecação química com herbicidas.

“O Brasil deixou de ser apenas um grande consumidor de Feijão para se tornar um fornecedor confiável e sustentável ao mundo. Temos diversidade produtiva, tecnologia e regularidade de oferta que poucos países conseguem reunir”, afirmou Marcelo Eduardo Lüders, presidente do IBRAFE.

Comunicação global e valorização do produtor

Para o IBRAFE, a combinação de abertura de mercados, sustentabilidade superior e inovação tecnológica cria um ativo reputacional estratégico para o país. A avaliação é que esse diferencial ainda é pouco conhecido internacionalmente e precisa ser comunicado de forma consistente a importadores, indústria, varejo e governos.

“O Feijão do Brasil tem hoje um diferencial ambiental e tecnológico real. Precisamos comunicar isso ao mundo de forma massiva, porque valoriza o produto brasileiro e, principalmente, quem produz”, destacou Lüders.

Segurança alimentar e estratégia integrada

A agenda em Roma complementa a missão realizada na Índia e integra uma estratégia mais ampla do setor. O objetivo é expandir exportações de classes de Feijão não consumidas tradicionalmente no Brasil, fortalecendo renda ao produtor sem pressionar o abastecimento interno. Ao mesmo tempo, o país se posiciona como parceiro relevante na segurança alimentar global, tema central nas discussões da FAO.

“Estamos construindo uma estratégia que une diplomacia comercial, sustentabilidade e segurança alimentar. O Feijão do Brasil passa a ocupar um novo patamar de competitividade e imagem global”, concluiu o presidente do IBRAFE.

Com a atuação institucional em fóruns internacionais e o avanço tecnológico da produção, o Brasil consolida sua transição de mercado doméstico para protagonista crescente no comércio mundial de pulses, levando o Feijão brasileiro ao centro das soluções alimentares sustentáveis do século XXI.

 

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