Eleições, juros e câmbio: os fatores que vão mover o dólar em 2026

Por: IBRAFE,

14 de abril de 2026

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O cenário atual é bem diferente do que se esperava no início de 2025. O real se valorizou muito ao longo do ano passado e o dólar segue comportado em 2026.

Situação atual

O real emergiu de uma das piores performances entre moedas emergentes em 2024 para destaque positivo em 2025, e segue nessa toada em 2026. A continuidade da rotação global de capitais e ativos vistos como “baratos” no Brasil tem mantido o dólar fraco em 2026.

O que pode fazer o dólar subir

Há três gatilhos principais no radar:

1. Eleições brasileiras

Anos eleitorais no Brasil trazem uma curva de volatilidade clara, com o 3º trimestre sendo o pico de estresse, refletindo a incerteza dos debates e pesquisas.

2. Política monetária nos EUA

Um choque externo, tensões geopolíticas ou frustração com a trajetória da inflação americana que adiasse cortes de juros pelo Fed poderia reverter rapidamente a tendência favorável ao real.

3. Risco fiscal doméstico

A trajetória da dívida pública e a sinalização do próximo governo serão determinantes para a percepção de risco.

O que dizem os grandes bancos

                 O Morgan Stanley projeta que o dólar atinja R$ 5,60 no 3º trimestre de 2026, refletindo a volatilidade eleitoral, com recuperação para R$ 5,30 no final do ano.

                 A XP projeta câmbio de R$ 5,60 ao fim de 2026, dado o espaço limitado para nova depreciação global do dólar e prêmios de risco domésticos ainda pressionados.

                 O Citi considera provável que o dólar retorne à sua tendência natural de fortalecimento como moeda de reserva global a partir do segundo semestre de 2026.

Conclusão

O mais provável é um câmbio oscilando em uma banda ampla, sustentado por um dólar globalmente mais fraco e pelos juros elevados no Brasil, mas extremamente sensível a qualquer sinal de deterioração fiscal ou choque externo. O período de maior pressão de alta deve ser o 3º trimestre, com a corrida eleitoral esquentando.

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