No Paraná, os preços médios no atacado, segundo o DERAL, continuam nos maiores patamares do ano: Feijão-carioca tipo 1 a R$ 414,12 por saca de 60 kg e Feijão-preto tipo 1 em R$ 226,99, patamar recorde.
Mas o ponto de atenção mudou. Informantes do IBRAFE indicam que o volume de novos negócios encolheu de forma importante nas últimas 48 horas. As indústrias empacotadoras parecem ter chegado ao limite de repasse para o grande varejo e, por isso, recuaram das compras. A aposta agora é na pressão da entrada do restante da segunda safra do Paraná.
Aqui e ali, novas colheitas continuam aparecendo. Devagar, vão abastecendo o mercado. Com isso, cresce a possibilidade de que o melhor momento de preços do ano já tenha ficado para trás.
Os supermercados, depois de sentirem o impacto dos preços acima de R$ 400, perceberam algum recuo e tendem a comprar apenas o mínimo necessário. Ao mesmo tempo, os Feijões mais fracos do Paraná devem avançar na colheita, após semanas de atraso por chuvas e geadas.
O mercado ainda está firme, mas já não está comprador da mesma forma. E essa diferença é decisiva.
